O treinamento funcional é voltado para o desenvolvimento de movimentos naturais e integrados, trabalhando várias articulações e grupos musculares ao mesmo tempo. São utilizados movimentos como: puxar, empurrar, estabilizar, levantar, agachar, arremessar, correr e saltar (D’ELIA, 2016). No entanto, quando trabalhamos com alunos com deficiência (motora, intelectual, visual ou auditiva), é essencial compreender como adaptar os exercícios e aplicar estratégias que permitam sua plena participação nas atividades. Segundo Lieberman (2002), quatro abordagens pedagógicas são eficazes para promover a inclusão:
Assistência física – ajuda ou orientação física para que o aluno compreenda o movimento.
Brailling – orientação tátil para percepção de habilidades e movimentos.
Orientação verbal – explicação clara e objetiva, usando instruções faladas.
Demonstração – apresentação prática do movimento ou atividade, com modelos visuais.
D’ELIA, L. Guia Completo de Treinamento Funcional. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2016.
Fonte: LIEBERMAN, L. J. Strategies for Inclusion: a handbook for Physical Educators. Champaign: Human Kinetics, 2002.
A partir das informações acima citadas, imagine que você, após finalizar sua graduação, foi contratado por uma academia para atuar com a Ginástica Funcional. Nesta academia existem três turmas de ginástica funcional com alunos com deficiência, sendo elas as turmas às 17:00 horas, 18:00 horas e às 19:00 horas. Perfil das turmas:
Perfil da turma das 17:00 horas: apresenta 6 alunos, um deles possui deficiência intelectual (o aluno caminha e corre sem dificuldades, mas apresenta problemas de atenção e apatia e problemas de compreensão de conceitos).
Perfi da turma das 18:00 horas: apresenta 8 alunos, um deles possui deficiência visual (o aluno consegue distinguir o dia da noite e enxergar vultos, apresenta insegurança ao realizar diversos movimentos/atividades).
Perfil da turma das 19:00 horas: a turma apresenta 8 alunos, um deles possui deficiência motora (o aluno apresenta sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC), não corre, caminha de forma lenta e independente, pois seu equilíbrio foi prejudicado).
Para executar sua atividade mapa, você deverá seguir as seguintes instruções:
1. Escolha UMA das três turmas acima citadas: (17:00 horas – deficiência intelectual; 18:00 horas – deficiência visual ou 19:00 horas – deficiência física).
2. Elabore um circuito funcional: você deverá fazer o uso de DUAS das quatro abordagens/técnicas de instrução: orientação verbal, demonstração, assistência física ou brailling).
3. Sempre que necessário realize a adaptação do exercício deste aluno, considerando sua deficiência.
4. Desenvolvimento da atividade: convide DOIS ou mais colegas, a partir de 18 anos de idade (não é permitido que indivíduos menores de 18 anos participem da atividade), para participar, sendo que UM deles deverá simular ter uma das deficiências escolhida por você. Caso conheça e queira realizar a atividade com uma pessoa com deficiência física, visual ou motora, é possível, desde que seja adulto. Os demais participantes não precisam representar pessoas com deficiência.
5. No vídeo, você acadêmico deverá:
Apresentar-se (nome completo e RA);
Receber o grupo de participantes;
Explicar a atividade detalhadamente (passo a passo);
Aplicar (conduzir/orientar o desenvolvimento da atividade durante a execução).
MAPA – BEDU – EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA – 54_2025
O treinamento funcional é voltado para o desenvolvimento
✅ FEEDBACK DE NOTAS 👉 CLICANDO AQUI 👈 OUTRAS MATÉRIAS

Primeiramente, a educação física inclusiva promove igualdade e participação de todos. Além disso, adapta atividades às necessidades individuais. Ademais, fortalece o convívio social e o desenvolvimento motor. Por outro lado, a falta de preparo docente limita a inclusão. Assim, investir em capacitação é essencial. Portanto, políticas públicas devem incentivar práticas inclusivas.
Atualmente segundo o Portal do Governo Federal (gov.br), a inclusão é prioridade educacional. Igualmente, de acordo com o Repositório da UFC, práticas inclusivas elevam autoestima e desempenho. Enquanto já a SciELO destaca que estratégias adaptadas ampliam a participação de alunos com deficiência.

